Este é simplesmente o meu espaço... onde irei publicar pequenas reflexões sobre diversos temas.. e como é lógico são bem vindas todas as participações...

Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Há coisas que me irritam... IRRITAM... IRRITAM MUITO!

Porque é que os trabalhadores de uma empresa que está falida em vez de lutarem pelos seus postos de trabalho, trabalhando, fazendo sacrificios, renunciando a determinados direitos (provisória ou definitivamente a direitos que só eles têm)... se são ao luxo (SIM AO LUXO!) de arruinarem definitivamente a empresa, os outros trabalhadores e empurrar a empresa para a privatização!!

 

Mas deixemo-nos de mentiras e vamos TODOS perceber porque é que os DESGRAÇADOS (intelectualmente falando) dos maquinistas da CP fazem greve!

 

Vejamos:

 

- Inspector Chefe de Tracção (mais conhecido por coços) ganha em média por ano... atenção: 52.300,00 €!!!

- Maquinista ganha 40.000,00 € ano!!!

- Revisor (O pica!) 30.000,00 € ano!!!

 

Necessidades curriculares: 12º ano e saber ler inglês (apenas ler)!!

 

No total, os trabalhadores da CP dispõem de 195 itens que contribuem para  engordar  a sua remuneração variável no final do ano. O número atípico de apoios, ajudas e subsídios tem contribuído para que a empresa engrosse a factura com remunerações. Em 2009 foi de 104,5 milhões de euros anuais (segundo os últimos dados disponíveis). Relembro que apenas hoje o governo (todos nós) teve que injectar mais de 100 milhões, ou seja, o valor dos prémios dos sr. maquinistas e afins...

 

In Sol

«O salário dos maquinistas, por exemplo, engloba abonos de produção, subsídios fiscais, ajudas de custo e subsídio de agente único», explica fonte oficial da empresa pública. «Só por se apresentar ao trabalho, cada maquinista recebe mais de seis euros por dia, devido ao subsídio de assiduidade».

1. Abono de produção? mas eles produzem o quê? Electricidade? Cêra nos ouvidos?

2. Subsidios fiscais.... deve ser para fugir ao fisco!!

3. Ajudas de custo... custos de quê?

4. Agente único? mas um maquinista vende bilhetes?

5. Assiduidade... o cumulo dos cúmulos.. 6€ só por picar o ponto!!!

 

Meus amigos estes subsídios e ajudas representam apenas 54.3% de toda a fantástica massa salarial de um maquinista e alguém ainda me consegue explicar que um individuo com estas regalias todas faz greve?

 

Apenas em subsídios de condução, a CP gasta cerca de quatro milhões de euros, aos quais se juntam 2,4 milhões de euros em prémios de condução e 3,3 milhões de euros em prémios de chefia.

 

MAS HÁ MAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Se calhar esta gentinha (ía chamar escumalha mas é melhor gentinha) trabalha muito.. muitas horas ao frio, à chuva, com grande intensidade física... vejamos...

 

«O tempo médio de escala dos maquinistas é de oito horas por dia, num total de 40 horas semanais. Mas, em média, o tempo de condução está entre as três e as quatro horas diárias», sublinha a mesma fonte.

 

3 a 4 horas diária de trabalho com 4 a 5 horas de descanso pago ao mesmo valor da hor de trabalho!!! continuar a perguntar, alguém sabe-me dizer porque é que este gentinha faz greve?

 

Será que ainda há mais...

 

Já as diuturnidades (subsídio por antiguidade) custam 3,3 milhões de euros à empresa e os gastos o pagamento por trabalho em dias de descanso não compensados ascendem aos 4,5 milhões de euros.

 

Começo a ficar irritado... Filhos da....

 

A profissão é monótona? Sim. A profissão é desgastante? e a dos outros... A profissão é uma maravilha!! SEM DUVIDA!!!

 

Tenho uma solução para o próximo governo seja ele qual for... privatizem a CP!!!! Nem que seja de graça!!!! Livram-se de um monstro dos contribuintes portugueses e acreditem.. estes monstros chamados maquinistas vão perceber que a vida dos portugueses está difícil.. que a vida deles vai ficar difícil pois actualmente vivem numa bolha de oxigénio que não merecem, não fizeram nada para a merecer e, pior que isso, estão a fazer tudo para a destruir..

 

PRIVATIZEM A CP JÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

 

sinto-me:
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publicado por cmpphp às 22:54

Quinta-feira, 07 de Abril de 2011
Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles
a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível , dinheiro no bolso . Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu,  secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música, bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São os pais que contam os cêntimos para pagar, à rasca, as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquer_coisa_phones ou i_pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego , mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre  emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura, capacidade e competência, solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida
e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar, nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim.
 
sinto-me:
publicado por cmpphp às 14:00

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